quinta-feira, 29 de julho de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

Título: "Menino Varrido"

Título: "Menino Varrido"
Ano: 2009
Autoria: Maíra Viana
Ilustrações: Rodrigo Franco
Editora: Formato/Saraiva
Páginas: 32
Classificação: Infanto-Juvenil
Onde Achar: Livraria Saraiva e Livraria cultura


O vilarejo amanhece sem a presença do astro-rei! Haveria ele tomado um chá-de-sumiço? Cada personagem busca uma maneira de desvendar o mistério. A menina-de-trança investiga através da janela; o velho-de-bengala consulta o serviço meteorológico no rádio-amador e a senhora-de-chapéu-azul-turqueza abre o jornal em busca do horóscopo. O Menino-Varrido, que vivia recluso em seu universo de experiências químicas e místicas, nem deu conta do que se passava. Era meio autista, meio bruxo, meio magro. Passava seus dias a bolar truques de mágica que nunca davam certo. O que aconteceria se o Sol não existisse mais para iluminar e aquecer a Terra? O que aconteceria se um simples Menino, de repente, se transformasse num grande mágico?? O universo fantasioso do Menino, recluso em seu mundo de experimentações, se rompe quando algo lá fora se modifica e algo dentro dele se revela. A fábula moderna do Menino-Varrido chega às livrarias, adaptada para o público infantil, em cores fortes e traços bem definidos remetendo à literatura de cordel. À venda nas lojas e no site das livrarias: Saraiva e Cultura!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Que se Perde Enquanto os Olhos Piscam - Fernando Anitelli em parceria com Twitteras(os)
O Que se Perde Enquanto os Olhos Piscam

http://letras.terra.com.br/o-teatro-magico/1530900/

Composição: Fernando Anitelli em parceria com Twitteras(os)

Pronde vai?
Toda tampa de caneta?
todo recibo de estacionamento?
todo documento original?
Isqueiro, caderneta,
a camiseta com aquele sinal...
Pronde vai... toda palheta?
Pronde foi... todo nosso carnaval?
Pronde vai?
Todo abridor de lata?
Toda carteira de habilitação?
Recado não dado, centavo, cadeado?
Todo guarda-chuva!
Pra fuga pro temporal!
Pronde vai... o achado, o perdido?
eu não sei, veja bem...
não me leve a mal...
Pronde vai?
todo outro pé de meia,
carteira, brinco e aparelho dental?
pronde vai... toda diadema?
recibo, receita e o nosso enredo inicial?
Pronde vai?
toalha de acampamento,
presilha, grampo, batom de cacau
elástico de cabelo
lápis, óculos, clips, lente de contato?
a nossa má memória!
a denúncia no jornal?
pronde vai... aliança, chaveiro, chave, chinelo?
e o controle pra trocar canal
Pronde vai?
O solo que não foi escrito?
Labareda nesse labirinto,
o instinto, o reflexo, sem seguro
O coro do Socorro! O lançamento oficial!
Pronde vai... a culpa da cópia?
Pronde foi... a versão original!?
Pronde vai?
a bala que se disparô?
o indício da gripe que disseminou
a culpa no porco no bicho animal?
a firmação do pulso! O discurso radical!
o troco em moeda... a lição da queda
Pronde foi... nosso humor e moral?
Pronde vai? todo nosso desalento
toda brisa vem de um vendaval
pronde vai a reza cortada por sono
ela vale? Me fale... me de um sinal!

São longuinho
Me fale me de um sinal!


Pra onde foi?
O canhoto, benjamim de tomada
Passaporte, n. de telefone, certidão,
registro com foto, simpleza, prudência, clareza... consideração!
Autenticidade, compaixão, certeza...
a urgência, o acaso e a ocasião,
a postura, o primeiro nome, o amuleto, a muleta,
a raiva, a régua, a borracha, o erro, a rasura, a razão
Carregador de bateria, euforia, a perda, a pendência, o pudor o perdão!
extrato, a ponta, a conta nova, a cola da prova e a extensão,
o estímulo, exemplo, ,a voz dissonante...
A coragem do meu coração!

São Longuinho, São Longuinho
Me fale me dê um sinal!
São Longuinho, São Longuinho
Pra onde foi?
A coragem do meu coração!
Hedonista - Galldino

Orvalho em teia de seda:
Efêmera chama da vida.

Pois então, anjo
Tatue meus lábios
Com teu beijo

Dispa-se do temor
Seque os olhos

O cacho de morte amadurece no pé-de-vida

Caleidoscópio desprovido de luz?
Breu propagando luminosidade?

Pois então, anjo
Desbrave a vida
Toque a face de deus e siga

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Corpo belo
Mente sã
Alma livre
Pagã
___
- Amorticínio - a canção. - Galldino

Ata-me, canção
Rima que o peito teceu
Estanca-espanca meu "eu"
O dom de amar é sofrer

Breve aurora
Que resvala na escuridão
Precipitando na dor
Da solidão

Quando eu me lançar
Sobre o teu olhar
E tudo mais se calar

Quando a poesia
Clamar por ti
Não fuja jamais de mim

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O amor abriga e fere
O tempo é cicatriz
O amor nasci nos olhos
De que é feliz
O amor dorme nos olhos
De quem é infeliz
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terça-feira, 6 de abril de 2010

Vamos pensar!

“Quando perdes alguém que amas, cais em lágrimas – tuas lágrimas são por ti mesmo ou por este alguém que já se foi?” Jiddu #Krishnamurti

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sob a luz.


O Sol despencava das alturas mais assustadoras. Espantosas. De súbito aconchegava-se nas folhas finas e frágeis; nas gramíneas douradas pelos raios cintilantes, com inenarrável delicadeza.

Todas as formas eram suas criaturas; todas as criaturas eram formadas e desenhadas pela sua língua que a tudo lambia sem permitir que nada lhe escapasse.

Não se tratava de liberdade poética. A poesia era imposta sem que outra forma de expressar-se pudesse ter a menor validade, qualquer ciúme ou vaidade.

Após banhar as árvores, as calçadas, os casais de mãozinhas coladas; os bichos desatentos, as avós com seus netos, e o que mais era parte desse frescor frugal, a luminosidade cumpria seu objetivo maior, único para mim, ao trombar com aquela figura exuberante. Ainda que, com seu fulgor, ela não carecesse de Sol algum, já que de luz própria.

Era o meu conluio com a luminescência daquele dia que lhe justificava ao fazer com que a moça se colasse às minhas meninas e morasse nesta retina quase cega de decifrar tantas cores com acuidade faminta de tal visão.


Eu vi você...
E se eu fosse o astronauta pisando pela primeira vez na lua, não veria a incrível esfera azul. Sim, veria esse rosto cândido. Pois ele é para mim mais que todo o universo.

E se, agora, tivesse eu a opção de atentar nas coisas insignificantes à nossa volta, perceberia como tudo está estático. Como o tempo é petrificado. Congelado. Estancado no momento da contração da minha pupila ao lhe ver alheia. Pasmo e apaixonado!


Veria a gota d’água equilibrada no espaço logo depois de saída do bico da torneira, qual cena de alta resolução no cinema. Veria o avesso do som sem ter como se propagar. Já que até o imperceptível, delicado e afoito movimento das asas daquela que desliza bela, abelhinha, seria o necessário, ou melhor, o suficiente para romper, irromper; corromper com tristeza lacerante e terna. Quebrar, estilhaçar; como uma pedra na vidraça, como o agudíssimo da soprano frente ao cristal, como a bomba de Hiroshima bem no meio do meu quintal, esse único e infinito momento.

Contraditoriamente, se todos os bilhões de homens, mulheres e crianças gritassem furiosamente no mesmo instante, e ainda tendo como aliados todos os seres animados e inanimados que possam provocar alguma espécie de ruído; essa enorme e inédita grita, seria, aos meus ouvidos atentos ao seu suave arfar, como uma pena de andorinha alva vinha caindo do pináculo da cordilheira dos Andes no epicentro negrume abissal da terra.

Volto a afirmar que toda essa ladainha, todo esse suposto infame e tudo mais são meros delírios. Já que até o vento, neste instante, é empedernido.

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