sábado, 31 de outubro de 2009

Manifesto dos pioneiros da educação.




RESUMO

Um manifesto e seus múltiplos sentidos

O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova trata-se de um documento que traz varias propostas de educação para o nosso país, seu maior mérito ainda é a defesa da escola pública para todos os níveis de ensino.



Um Manifesto entre manifestos


O Manifesto surge quando já se percebia os efeitos da urbanização. O centro nacional, desde o final do séc. XIX, vinha sofrendo um êxodo do Nordeste para o Centro-sul.
Em 1922 é realizada, no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna, onde foi Graça Aranha quem apadrinhou os artistas e abriu o evento.
Em 1926 surgiu o Manifesto Regionalista que apelava para a valorização das tradições nordestinas contra os “progressistas”.
Na educação, Vicente Licínio Cardoso fez sua parte; fundou os primeiros diretores da Associação Brasileira de Educação e organizou a Conferência de Educação de 1930, mas não chegou a ver a divulgação do Manifesto.
As transformações das escolas urbanas iniciadas em 1920 persistiram após a revolução de trinta, o que acabou emergenciando a criação do Manifesto.
Os educadores que participavam das reformas de instrução, se intitularam como educadores profissionais e sua tarefa era modificar o “habitus” pedagógico, assim as reformas foram uma reforma dos costumes. Eles pretendiam educar o povo pela instrução pública, reformar o ensino e construir uma espécie de “campo cultural”. A tarefa básica deles era secularizar a cultura, onde a escola era a extensão do campo familiar, privado e religioso e promoveria a passagem para o espaço publico da cidade.
Alguns educadores que assinaram o Manifesto foram: Afrânio Peixoto, Anísio Teixeira, Armanda Álvara Alberto, Cecília Meireles, Edgar Sussekind de Mendonça, Fernando de Azevedo, Frota Pessoa, Hermes Lima, Lourenço Filho, Mário Cassanta, Paschoal Leme, Roquette Pinto e Sampaio Dória.
O Manifesto surgiu na imprensa diária em março de 1932, em junho ele foi publicado com uma introdução feita por Fernando de Azevedo seguida de comentários e um esboço, em 10 pontos. Evidencia-se nesse esboço a ambigüidade do Manifesto entre uma escola para todos e a seleção dos melhores ou entre uma autonomia sonhada e a ação diretiva do Estado.
Um dos interlocutores ocultos do Manifesto foi a Igreja Católica com suas posições reacionárias que não davam margem a duvida. Outro interlocutor oculto foram os professores públicos da sociedade Imperial que partilhavam a mentalidade liberal, desejando a proteção do Estado e uma postura reivindicativa e criadora. Desse modo, os pioneiros foram antecedidos por outros que foram “silenciados” pela República sob a acusação de serem lentos na ação.


O manifesto nos livros de História da Educação

Os livros destinados à formação trazem a marca tônica interpretativa de Fernando de Azevedo sobre o Império, ou seja, descartam as realizações dos professores de escolas publicas que lutaram pela educação popular.
Theobaldo Miranda Santos, em Noções de Historia da Educação, concede apenas poucos parágrafos para o Manifesto e faz questão de mostrar as iniciativas da Igreja no campo do ensino superior no país. Aponta também os beneditinos como percussores da expansão do ensino superior de filosofia.
O livro História da Educação no Brasil de Otaíza de Oliveira Romanelli reserva uma seção inteira dentro do quarto capitulo para analise do Manifesto.
Nos textos criados em torno do Manifesto e/ou que a ele fazem referência, denuncia as escolhas de quem escreve a história através do não dito que se desdobra de várias maneiras.
Marlos Bessa Mendes da Rocha se contrapôs às dimensões antidemocráticas em curso no Estado.
As associações também foram importantes para o trabalho proposto pelo Manifesto e a sua importância aparece nos livros de História da Educação destinados à formação de professores.
Os livros que apresentam o manifesto, trazem os educadores como ingênuos, subordinados aos interesses dominantes, românticos e idealistas. O livro Estórias da Educação no Brasil: de Pombal a Passarinho apresenta o Manifesto num capitulo intitulado Dom Quixote e os Sanchos Panças: educadores fora do sistema. Nele o educador aparece desiludido e impotente porque seu pecado é viver no futuro.



A intervenção formadora da escola

O manifesto enfatiza a ação extensa e intensiva da escola sobre o individuo e deste sobre si mesmo, mas com um plano integral. A luta dos pioneiros foi contra a desintegração da instituição escolar e do seu profissional.
A formação ética e política na escola, tanto quanto a instauração do pluralismo e da democracia, permanecem como utopia libertaria.

IMPÉRIO


RESUMO


- Império:

Em 1822 ocorreu a proclamação da independência do Brasil e isso pode ser explicado por alguns fatores, como: a fragilidade econômica e política que Metrópole estava vivenciando e o descontentamento dos colonos.
Com esse fato, iniciou-se o chamado período Imperial, porém as mudanças foram poucas, já que o Brasil permaneceu patriarcal, escravocrata e de economia agrícola.
As mudanças ocorridas foram, principalmente, nas áreas do sul do país, onde surgiram os “Barões do Império” que eram fazendeiros, donos das grandes plantações de café. São Paulo se tornou o centro econômico do país.
O ensino no país continuou desastroso, a educação continuou a não promover a educação popular. Existiram vários projetos apresentados visando essa causa, mas não passaram de intenções, com exceção do Ato Adicional, que até nosso século compreendeu o ensino de nosso país, estabeleceu a descentralização do ensino, porém sem conceder condições para províncias assumirem tal responsabilidade, só o ensino superior e o elementar e médio do município neutro seriam de responsabilidade do Governo Central. A partir do Ato Adicional, problemas já existentes foram agravados.
O ensino elementar foi mais atingido. Os latifundiários, que já tinham grande poder, agora podiam agir livremente no ensino popular.
Os professores primários eram mal pagos, despreparados e desprestigiados. A criação da escola normal não modificou isso.
Nos estados observou-se a instabilidade na criação e funcionamento das escolas normais e ainda existiam a injunções políticas.
As escolas agrícolas criadas foram fechadas por falta de alunos. Esses estabelecimentos mais tarde tornaram-se escolas agrícolas de nível superior.
O ensino secundário era exclusivamente destinado aos filhos das famílias mais ricas e era mantido por particulares, em geral por religiosos.
A educação feminina ficava em segundo plano, nas famílias mais ricas as jovens recebiam uma alfabetização básica e o cultivo de “certas prendas”. Já na segunda metade do século XIX, houve um crescimento no ensino feminino.
Os Jesuítas, retornado ao Brasil, assumiram novamente suas atividades educacionais.
Alguns protestantes também criaram escolas secundarias no fim do Império.
Muitos projetos de ensino não tiveram seqüência ou uma atenção especial, mas o projeto de Rodolfo Dantas, que deu origem ao parecer de Rui Barbosa, merece destaque. Esse parecer foi um plano global de educação, abrangendo todos os níveis e ramos de ensino, todos os aspectos relativos à administração escolar, aos programas e à didática das várias disciplinas, à formação dos professores, ao financiamento do ensino, à psicologia dos alunos, etc. No mais, era uma visão idealista da educação que lhe atribua o poder de reformar a sociedade. No entanto não entrou em prática por estar fora da realidade.

Breve Análise



Como em todos os períodos, em geral, a educação atendia aos interesses da classe dominante.
No Império ela foi muito fragmentada, o que favoreceu para que diferentes interesses disseminassem suas idéias. Mais uma vez a população foi utilizada como “fantoche” para defender interesses que não fazem parte de sua realidade.
A educação secundaria no Império era exclusiva das famílias mais ricas. Isso se deu devido ao tipo de ensino que era oferecido, era um ensino que era oferecido, era um ensino de reprodução dos ideais de sua classe. Hoje temos a breve ilusão de que esse ensino mudou, já que pessoas de renda mais baixa já podem ter acesso ao ensino secundário, mas se iniciarmos a desfazer a teia dessa ilusão percebemos que o ensino secundário continua reproduzindo os interesses de classes altas. Sabemos, hoje, que quem inicia na vida acadêmica, tem que se dedicar exclusivamente a ela se quiser ter um aprendizado proveitoso e, na maioria das vezes, todo esse tempo disponível está presente na vida somente na vida dos filhos de famílias ricas.
O parecer de Rui Barbosa foi muito importante para ver o tipo de ensino que estava sendo empregado no Brasil e analisá-lo, porém, por desconhecer a realidade, Rui não pôde colocar em prática seu parecer. Esse parecer foi idealizado com base no ensino de países europeus, por isso não poderia ser aplicado em um país atrasado e cheio de contrastes, imaginar fazê-lo é mais que um ideal utópico é ignorância.

Como ensinar cultura brasileira aos fãs de Mangá?


Universidade: UECE
Curso: Pedagogia Noturno
Disciplina: Sociologia da Educação
Equipe: Adriana Alves Morais
Ana Vitória Acácio Ribeiro
Jéssica Araújo da Silva
Michele Sarmento André
Nayara Mota Almeida
Veridiana Paiva da Silva



Resposta de nossa equipe.



Depois de lermos o relatório sobre fãs de Mangá, pudemos perceber que essa “tribo”, como muitas outras, tentam, na verdade, fugir da realidade. O professor, com toda sua metodologia, tem que incentivar e influenciar seus educandos a enfrentarem essa realidade, mas , é claro, que quando se trata de pessoas, principalmente crianças e adolescentes que se fecham em determinado “mundinho”, o ensino deve ser oferecido de maneira atrativa para facilitar a aprendizagem.
Fomos incumbidas de sugerir alguns métodos de como ensinar a cultura brasileira para fãs de Mangá, levando em consideração os pontos abordados no relatório da equipe encarregada desse assunto.
Um dos métodos apresentados por nossa equipe seria a utilização, em sala de aula, de revistinhas em quadrinhos como, por exemplo, A Turma da Mônica (tanto a infantil quanto a adolescente) que traz muitas vezes características marcantes da cultura brasileira, mas em forma de histórias que envolvem trapalhadas, amizades, sensações, aventuras entre outros e, claro, não faltando personagens para os indivíduos se identificarem. Além disso, poderíamos ensinar desenho e histórias em quadrinhos, onde os temas abordados nas histórias pelos “alunos”, no nosso caso, seria a cultura brasileira.
Outro método discutido por nossa equipe seria a dramatização, pelos educandos, de mitos e lendas brasileiros ou mesmo das historias dos exemplos citados acima, deixando a interpretação livre. Isso pode fazer com os que participam do grupo do Mangá possam se socializar com outros grupos.
É interessante, para o aprendizado, que o educador se informe sobre os “modismos” que o educando se interessa, podendo ser “tribos”, séries de TV, musicas e novelas, e utilize essas informações em sala de aula para atrair sua atenção. É importante lembrar que não podemos criticar negativamente esses “modismos”, já que os seguidores se fecham em seu mundo tentando fugir das críticas e fazê-las só vai afastá-los cada vez mais.

A POLITICIDADE DA EDUCAÇÃO, a importância do diálogo para transformar a realidade concreta.


Paulo Reglus Neves Freire, Educador e filósofo, se consagrou mundialmente através de três obras: Pedagogia do oprimido, Educação como prática de liberdade e A importância do ato de ler. Ele tem sua base na educação popular, onde utiliza as experiências e o vocabulário do educando para promover sua transformação, esta que é obtida pela problematização através do diálogo. Ele acredita que ação e reflexão devem coexistir para transformar a realidade opressora, pois apenas com esta será verbalismo e com aquela ativismo.
A educação existe para formar pessoas, mas isso nem sempre acontece. O que encontramos em sala de aula são professores jogando informação científica e, às vezes, suas opiniões, enquanto alunos tentam armazená-las, mesmo que por pouco tempo. Isso que acontece é tido como antidiálogo e não forma ninguém para mudar uma sociedade oprimida pela elite brasileira desde a colonização. Para transformar é preciso que o educador tome consciência de sua importância, mas, é claro, não se achando superior ao educando, apenas dialogando com seus “discípulos” e juntos criticando o meio em que vivem.
Com isso, a politicidade da educação se encontra nisso: para educar é preciso criticar, questionar, problematizar e conseqüentemente modificar toda essa opressão e manipulação que nos envolve. É preciso brigar contra esses burocratas, que são a personificação das idéias coloniais. Diante dos problemas sociais não podemos nos acomodar, temos que vigiar a pessoa em quem votamos, lutarmos por mais escolas públicas de qualidade e, talvez, o mais importante, exigir o reconhecimento do magistério como fundamental para a vida social, já que o aperfeiçoamento da cultura de um povo inicia-se na pré-escola.
Quando agrônomos invadem culturas e impõem técnicas de trabalho para serem usadas por camponeses, na verdade estão batendo de frente com os caminhos da educação, liberdade e diálogo, o que fazem é manipular, oprimir e buscar uma maneira que é muito usada para fazer o trabalhador produzir rápido: o antidiálogo, onde apenas se depositam nos trabalhadores técnicas a serem utilizadas na produção de maneira mais eficaz, e com isso acreditam não perder tempo com o diálogo.
No campo, o assistente social não muda ninguém a sua função é, junto com os camponeses, se libertar dessa verticalização que existe no latifúndio. O trabalhador rural é capaz de mudar, mas não de uma forma mecânica. Todo homem está apto a refletir basta que tenha oportunidade para isso através do diálogo, este que não é uma perda de tempo, já que induz qualquer ser humano a transformar a realidade em que vive. “O diálogo é o encontro amoroso dos homens que, mediatizados pelo mundo, o “pronunciam”, isto é, o transformam, e, transformando-o, o humanizam para a humanização de todos.”
A antidialogicidade, de acordo com os agrônomos, é mais rápida, já que não é preciso questionar, nem criticar sobre técnicas que os camponeses nem conhecem. Na verdade ela é um conhecimento falso que tem base na passividade dos receptores dos “depósitos”, ela revela que o homem simples é incapaz de aprender ou aprende lento demais, daí vem o termo: perda de tempo. O antidiálogo se afirma dentro do latifúndio onde há uma divisão de camadas sociais, o possuidor das terras oprime a camada mais baixa, fazendo com que esta se sinta inferior e com isso, também, evite o diálogo.
O diálogo, também, pode ser explorado em sala de aula, só é preciso que o educador induza o educando a questionar, por exemplo, como o objeto estudado pode ser usado em uma realidade concreta? É necessário fazer com que o educando pense no porquê dos fatos e quais suas relações com outros. Temos que deixar de perder tempo alienando a juventude.

Eu tive um professor de História, no meu terceiro ano do ensino médio, que era o típico absolutizador da nossa ignorância. Ele nos fazia acreditar que detinha consigo um conhecimento imenso, mas o engraçado é que, quando o indagávamos de alguma maneira, ele fingia não escutar ou simplesmente dava uma resposta que não satisfazia a indagação.
Todas as invenções que conhecemos hoje se deram através do diálogo, já que os cientistas, por buscarem novas descobertas, são constantemente desafiados. Mas é claro que não podemos obrigar ninguém a dialogar, isto seria, mais uma vez, manipulação. O diálogo tem que conscientizar e, principalmente, nos mostrar que esses que estão no poder não detêm todo o conhecimento e nós, como seres transformadores, temos o direito de fazer mudanças na sociedade, quando acharmos que ela não está mais sendo justa conosco. Temos que utilizar o diálogo sempre, no nosso cotidiano, por exemplo, quando falta entendimento entre pais e filhos, também precisamos ser dialógicos ao nos inserirmos em movimentos sociais, precisamos saber porque estamos lutando e se a causa é justa, se formos o líder, temos que informar tudo que acontece a todos e estar aberto às sugestões e não, apenas, manipulá-los para que façam o que queremos.

Contexto na Idade Média


Durante a Idade Média, a maioria dos europeus morava no campo, nascia e morria no mesmo local, pouco sabia do que estava acontecendo em outro lugar. A Europa estava dividida em feudos, que eram minimundos. Raras pessoas sabiam ler e escrever e, para elas, as informações sobre o mundo externo vinham das pregações dos padres.


A visão de mundo medieval

A principal característica era o teocentrismo, que significa que os valores religiosos predominam sobre quase todos os aspectos da vida dos indivíduos. Para o homem medieval, não havia contato direto entre Deus e o individuo. Os homens só poderiam se comunicar com Deus se pertencessem à igreja. Desse modo, a Igreja Católica ganhou enorme autoridade para dizer todas as verdades. Durante a Alta Idade Média ela passou a controlar a educação e além de espiritual tornou-se efetivamente política.


A educação durante a Idade Média

-A educação do cavaleiro:

A educação do cavaleiro não dava destaque à atividade intelectual, e muitos deles nem sequer sabiam ler ou escrever, mas distinguiam-se pelas habilidades da caça e da guerra, bem como pela formação espiritual, tendo em vista as principais virtudes do cavaleiro: honra, fidelidade, coragem, fé e cortesia.

-As escolas monacais:

Os mosteiros assumiram o monopólio da ciência e como conseqüência os funcionários do Estado passaram a ser substituídos por religiosos, os únicos que sabiam ler e escrever.



-Renascimento Carolíngio:

O processo de feudalizaçao se intensificou, quando os Europeus perderam o mar Mediterrâneo. As pessoas se desinteressaram de aprender a ler e escrever, com isso o Estado precisava, cada vez mais, do clero na administração.
Com o renascimento Carolíngio houve uma reforma na vida eclesiástica e, consequentemente, no sistema de ensino. O conteúdo passou a ser o das sete artes liberais que, na Idade Média, constituíram o trivium (três vias): gramática, retórica e dialética, e o quadrivium (quatro vias): geometria, aritmética, astronomia e musica.

-Renascimento das cidades (as escolas seculares):

Outras invasões bárbaras ocorreram, provocando um novo retrocesso, somente com as Cruzadas o comercio se desenvolveu novamente, provocando o renascimento das cidades e o surgimento da burguesia. Nesse período, surgiram as escolas seculares para atender os objetivos da vida pratica e contestar o ensino religioso.

-As universidades:

Surgiram por influencia da burguesia, desejosa de ascensão social. A atividade docente era conforme o método da Escolástica, onde se exercitava a dialética.

-A educação das mulheres:

As mulheres não tinham acesso à educação formal, as meninas nobres aprendiam musica, religião e os trabalhos femininos. Algumas passaram a ter acesso à educação com o surgimento das escolas seculares. Já nos mosteiros desde o século VI as meninas eram educadas e consagradas a Deus e essa educação era oferecida, também, as que não se tornariam religiosas.

-A educação servil:

Não existia. A sociedade era dividida em: os que rezam, os que combatem e os que trabalham, portanto não se julgava necessário ensinar as letras aos camponeses, bastando forma-los cristãos.

Concluindo

No mais, a educação existia como instrumento para a salvação da alma e a vida eterna, predominando, portanto, a visão teocentrica.

Ideologias de Rousseau


Rousseau como outros autores tentou definir a natureza do homem, vendo-a como uma espécie de paraíso perdido, como o jardim do Éden, que não tem retorno.
O estado de natureza é bom, mas o homem inserido na sociedade não retorna a ele. O que o homem pode fazer, quando o homem já esta inserido na sociedade, é tentar resgatar alguns princípios dessa natureza, como: liberdade, autonomia, direito à vida, justiça e conciliar o direito de um com o direito de todos.
A ciência e as artes são inúteis para a felicidade e acaba afastando, cada vez mais, o homem de sua natureza somente restando a ele a consciência, que é o que nos permite julgar o bem e mal, guiada pela razão. A partir da razão tenta-se encontrar uma natureza universal.
Rousseau compreende que o estado de natureza esta em constante modificação e a universalidade que caracteriza o estado de natureza se perde na civilidade.
Em Rousseau existe uma ambigüidade aparente, primeiro ele exalta o homem natural, porem com a evolução da sociedade o retorno a essa vida é impossível.
Existe uma diferença entre natureza e cultura em relação ao sexo. A mulher nasce pronta para ser mãe e esposa, já o homem precisa ser formada para aprender a conviver na sociedade.
Rousseau tenta desenvolver seus princípios através da obra Emílio. Podemos identificar nessa obra que o educador não é um técnico ele compreende a vida e consegue sentir, quando existem técnicas, elas são usadas nas questões que constituem o ser humano e a sociedade. O educador é alguém que sonha o mundo, ou seja, tenta encontrar as melhores maneiras de convivência. O educador deixa de ser apenas um ensinante e passa a aprender também, colocando para o educando as questões certas e deixando ao seu alcance as soluções. Por isso, na obra de Rousseau, razão e paixão caminham juntas.
Rousseau aproxima-se de Comenius ao afirmar que a educação serve para formar a natureza.
Uma marca desse autor é a sua utopia, quando ele acredita que o futuro não se projeta na realidade do presente. Para ele existe um ideal, o qual pode ser encontrado no passado, que possa ser utilizado na formação do futuro. Devido a essa visão de pensar o futuro, a educação passou a ter um significado especial. Não se pode separar os meios dos fins. O educando só poderá ser livre, se experimentar dessa liberdade na educação.
O contrato social, do qual Rousseau foi um dos principais participantes, não determina toda a vida. A educação tem que ir alem do contrato.
O educando precisa saborear a vida de acordo com sua idade. Rousseau se destaca quando diz que a criança deve agir como criança e cada idade tem seu valor em si mesma.
Na sociedade sonhada por ele as crianças deverão ser responsabilidade publica, mas não, apenas, como responsabilidade dos governantes de criar escolas. Com isso, Rousseau propõe a Paidéia moderna, afirmando que as pessoas precisam agir com autonomia sendo a mãe a grande formadora.
Ele critica os colégios por não apresentarem uma educação igualitária: “todos, sendo iguais pela constituição do estado, devem ser educados juntos e da mesma maneira, e se não puder estabelecer essa educação publica totalmente gratuita, é preciso ao menos oferece-la a um preço que os pobres podem pagar”, diz ele. Nos colégios encontram-se apenas técnicas e não se trabalha com os sentimentos.
Retornar as ideologias de Rousseau hoje significa tentar transformar a sociedade, formulando perguntas e propondo ações.