sábado, 31 de outubro de 2009

IMPÉRIO


RESUMO


- Império:

Em 1822 ocorreu a proclamação da independência do Brasil e isso pode ser explicado por alguns fatores, como: a fragilidade econômica e política que Metrópole estava vivenciando e o descontentamento dos colonos.
Com esse fato, iniciou-se o chamado período Imperial, porém as mudanças foram poucas, já que o Brasil permaneceu patriarcal, escravocrata e de economia agrícola.
As mudanças ocorridas foram, principalmente, nas áreas do sul do país, onde surgiram os “Barões do Império” que eram fazendeiros, donos das grandes plantações de café. São Paulo se tornou o centro econômico do país.
O ensino no país continuou desastroso, a educação continuou a não promover a educação popular. Existiram vários projetos apresentados visando essa causa, mas não passaram de intenções, com exceção do Ato Adicional, que até nosso século compreendeu o ensino de nosso país, estabeleceu a descentralização do ensino, porém sem conceder condições para províncias assumirem tal responsabilidade, só o ensino superior e o elementar e médio do município neutro seriam de responsabilidade do Governo Central. A partir do Ato Adicional, problemas já existentes foram agravados.
O ensino elementar foi mais atingido. Os latifundiários, que já tinham grande poder, agora podiam agir livremente no ensino popular.
Os professores primários eram mal pagos, despreparados e desprestigiados. A criação da escola normal não modificou isso.
Nos estados observou-se a instabilidade na criação e funcionamento das escolas normais e ainda existiam a injunções políticas.
As escolas agrícolas criadas foram fechadas por falta de alunos. Esses estabelecimentos mais tarde tornaram-se escolas agrícolas de nível superior.
O ensino secundário era exclusivamente destinado aos filhos das famílias mais ricas e era mantido por particulares, em geral por religiosos.
A educação feminina ficava em segundo plano, nas famílias mais ricas as jovens recebiam uma alfabetização básica e o cultivo de “certas prendas”. Já na segunda metade do século XIX, houve um crescimento no ensino feminino.
Os Jesuítas, retornado ao Brasil, assumiram novamente suas atividades educacionais.
Alguns protestantes também criaram escolas secundarias no fim do Império.
Muitos projetos de ensino não tiveram seqüência ou uma atenção especial, mas o projeto de Rodolfo Dantas, que deu origem ao parecer de Rui Barbosa, merece destaque. Esse parecer foi um plano global de educação, abrangendo todos os níveis e ramos de ensino, todos os aspectos relativos à administração escolar, aos programas e à didática das várias disciplinas, à formação dos professores, ao financiamento do ensino, à psicologia dos alunos, etc. No mais, era uma visão idealista da educação que lhe atribua o poder de reformar a sociedade. No entanto não entrou em prática por estar fora da realidade.

Breve Análise



Como em todos os períodos, em geral, a educação atendia aos interesses da classe dominante.
No Império ela foi muito fragmentada, o que favoreceu para que diferentes interesses disseminassem suas idéias. Mais uma vez a população foi utilizada como “fantoche” para defender interesses que não fazem parte de sua realidade.
A educação secundaria no Império era exclusiva das famílias mais ricas. Isso se deu devido ao tipo de ensino que era oferecido, era um ensino que era oferecido, era um ensino de reprodução dos ideais de sua classe. Hoje temos a breve ilusão de que esse ensino mudou, já que pessoas de renda mais baixa já podem ter acesso ao ensino secundário, mas se iniciarmos a desfazer a teia dessa ilusão percebemos que o ensino secundário continua reproduzindo os interesses de classes altas. Sabemos, hoje, que quem inicia na vida acadêmica, tem que se dedicar exclusivamente a ela se quiser ter um aprendizado proveitoso e, na maioria das vezes, todo esse tempo disponível está presente na vida somente na vida dos filhos de famílias ricas.
O parecer de Rui Barbosa foi muito importante para ver o tipo de ensino que estava sendo empregado no Brasil e analisá-lo, porém, por desconhecer a realidade, Rui não pôde colocar em prática seu parecer. Esse parecer foi idealizado com base no ensino de países europeus, por isso não poderia ser aplicado em um país atrasado e cheio de contrastes, imaginar fazê-lo é mais que um ideal utópico é ignorância.

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